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CPPL - Linha do tempo






2011

Os 30 anos do CPPL

O CPPL comemora em 2011 seus 30 anos de atuação e tem hoje três serviços: CPPL Clínica, CPPL Consultoria em Gestão e CPPL Ensino, nos quais circulam cerca de 600 pessoas por mês. Nossa equipe conta com 18 técnicos, 7 estagiários, 1 gerente administrativo financeiro e 6 profissionais de apoio. Funcionamos num sistema de gestão colegiada, no qual todos participam do planejamento e acompanhamento estratégico da instituição.

2006

Os 25 anos e a publicação do terceiro livro

Comemoramos os 25 anos de fundação com a publicação do livro Cataventos: Invenções na Clínica Psicanalítica Institucional. Nessa coletânea, organizada por Paulina Schmidtbauer Rocha, assumimos um estilo particular de trabalho que entrelaça a Clínica Institucional, o Ensino e a Gestão.

2003

Cuidando do futuro: a implantação do programa de desenvolvimento em práticas institucionais do CPPL

O Programa de desenvolvimento em práticas institucionais do CPPL nos trouxe novos ares e tem um lugar estratégico na ampliação e renovação da equipe. Ele é a porta de entrada para aqueles que desejam fazer parte da nossa equipe. A sua implantação oxigenou e alegrou o espaço institucional e tem nos ensinado que a sucessão é um processo permanente, que pode ser, ao mesmo tempo, penoso e divertido.

2002

1ª Turma do Curso de Especialização em Psicologia Clínica de Orientação Psicanalítica

Tem início nosso projeto de Pós-graduação. Este ano foi marcado pela parceria com o ESUDA, na 1ª turma do curso de Especialização e, posteriormente, com a Unicamp - SP que, junto conosco, realiza este curso desde a 2ª turma.

1998

A redefinição da organização institucional

Três serviços são implantados, com gerências, coordenações e estratégias próprias: CPPL-Clínica, CPPL-Assessoria e CPPL-Ensino.

1997-2000

Publicações

Com a publicação dos livros Autismos (Paulina Schmidtauber Rocha (org.) Escuta, 1997) e Autismo: construções e desconstruções (Ana Elizabeth Cavalcanti e Paulina Schmidtbauer Rocha (org.) Casa do Psicólogo, 2001) assumimos a autoria dos posicionamentos teórico–clínicos desenvolvidos ao longo dos primeiros 20 anos de nosso trabalho. Outro marco importante na nossa produção foi o Infância, uma comunicação mensal daqueles que fazem o CPPL dirigida a todos os interessados em conversar sobre o lugar da criança e do adolescente no mundo contemporâneo.

1994

O primeiro encontro psicanalítico do CPPL: construindo interlocuções

Movidos por uma curiosidade e inquietação insistente, além da exigência implacável da nossa clínica, nos debruçamos sobre novos temas dentro e fora do campo psicanalítico. Colocamos em pauta teorias e autores pouco conhecidos ou reconhecidos, que podiam lançar uma nova luz na prática psicanalítica. O Encontro Psicanalítico do CPPL tornou-se, assim, o evento que reunia pessoas que, como nós, estavam dispostas a encarar a Psicanálise como teoria e prática em construção permanente.

1990

O encontro com a TGI: a implantação da cultura estratégica

A busca por interlocutores para o trabalho de Consultoria em Gestão estreitou nossa relação com Cármen Cardoso e Francisco Cunha, da TGI. Essas conversas inauguraram um vínculo de colaboração que dura até hoje. Foi com a consultoria da TGI que iniciamos, no CPPL, um processo de mudança institucional, visando à implantação da cultura estratégica. Começamos a trabalhar com a Tecnologia em gestão estratégica, desenvolvida por eles como usuários e como consultores. Cresce a quantidade de clientes da consultoria e começa a tomar corpo o CPPL – Consultoria em Gestão.

1987/8

As primeiras articulações: jornadas e colóquios

As Jornadas foram o meio utilizado para articulação com outras instituições e profissionais que também cuidavam de crianças e adolescentes. Organizamos, também, os colóquios para conversar com as escolas sobre a necessidade do acolhimento e inserção das crianças na vida escolar.

1986

Acontece a primeira experiência institucional de transmissão

Lembrando Goethe, “O que você herdou é preciso adquirir para possuí-lo”. Sempre acreditamos que é preciso ensinar para aprender, mais que aprender para ensinar. Assim, a transmissão para nós foi uma exigência para que pudéssemos manter nossa prática sempre renovada e criativa. O primeiro Curso de Formação em psicoterapia de crianças, com a participação de toda a equipe, foi a resposta a essa exigência. Ali era esboçado o CPPL – Ensino.

1984

Início do trabalho de consultoria

O Brasil estava em processo de redemocratização. Para todo o grupo a democracia era, e continua sendo até hoje, um valor fundamental. Ansiávamos todos por trabalhar numa instituição democrática. Por outro lado, era preciso encontrar um modo de transformar um grupo de profissionais tão diferentes, numa equipe com sintonia fina para tocar o projeto. Fomos, então, desenvolvendo uma prática e acumulando um conhecimento sobre constituição e desenvolvimento de equipes e em processos de implantação e consolidação de gestão compartilhada. Foi assim que teve início o trabalho de consultoria em gestão, quando nesse ano recebemos o primeiro convite de uma instituição para avaliar a execução do seu projeto.

1982

Surge o primeiro trabalho institucional

Nesta época, os distúrbios psíquicos graves da infância, sobretudo o autismo, eram pouco conhecidos e, no Brasil, não havia nenhuma instituição com uma prática clínica psicanalítica que trabalhasse com essas crianças. Por que a instituição? Porque dado as dificuldades dessas crianças não era possível cuidar delas no sistema ambulatorial; assim, partimos para construir uma instituição cujas características marcantes foram, desde então, a interdisplinaridade de sua equipe e a gestão democrática. A equipe ampliou-se com a chegada de um psiquiatra e uma assistente social. Iniciava-se assim a clínica institucional, nosso carro chefe como costumamos falar até hoje.

1981

Um feliz encontro: como tudo começou

Um grupo de jovens e recém-formados psicólogos e reabilitadores de linguagem reuniram-se para trabalhar com crianças e adolescentes com distúrbios no desenvolvimento psíquico e da linguagem. Os psicólogos iniciavam sua formação psicanalítica e os reabilitadores de linguagem trabalhavam com crianças surdas com o Método Verbotonal no Centro Suvag de Pernambuco. Alguns tinham as duas formações de psicoterapeutas e de reabilitadores.

Juntou-se ao grupo, a lingüista e psicanalista croata Paulina Schmidtbauer Rocha, que havia desenvolvido um trabalho de psicanálise de grupo e individual com crianças autistas e psicóticas no Centre Alfred Binet e na L’Unité de Soins Intensives du Soir sob orientação de René Diatkine, instituições que fazem parte de L’Association de Santé Mental de XIII Arrondisement de Paris. O CPPL surgiu, assim, desse feliz encontro entre a vasta experiência de Paulina e o entusiasmo e ousadia de um grupo de jovens profissionais.

A constituição da equipe do CPPL

Alguns jovens psicólogos que vão compor a equipe do CPPL fizeram a formação de psicoterapeutas de crianças, adolescentes e adultos na Unidade Terapêutica - Unite, instituição inaugurada em 1975 que teve um papel pioneiro em Recife desenvolvendo o trabalho em equipe no campo da psicologia clínica e psicanálise.

O trabalho da Unite ocorria paralelamente à abertura do Centro Suvag de Pernambuco, instituição que trabalha a reabilitação da audição e da fala através do Método Verbotonal, de cuja constituição participaram, como corpo técnico, colegas que vão compor a futura equipe do CPPL. Esse método trazido para Recife por Paulina Schmidtbauer Rocha foi criado pelo lingüista croata Peter Guberina na década de cinqüenta, visando desenvolver a discriminação auditiva da fala e a oralização das crianças surdas. Para ele, o ato de comunicação é uma estrutura de sentido construída entre interlocutores. Os valores da fala (ritmo, entonação, pausa, intensidade), os movimentos corporais e o contexto, combinados de diversas formas em uma situação carregada de afeto, estruturam o ato da fala.